É comum começar um tratamento de fisioterapia com base apenas no relato de sintomas: "sinto falta de ar", "canso rápido", "tenho dor na coluna". Esses relatos são importantes, mas são subjetivos — variam de dia para dia e de pessoa para pessoa. É aí que entra a avaliação funcional.
As três etapas da avaliação
- Avaliação da capacidade aeróbica — testes como TC6min (teste de caminhada de 6 minutos) e teste de degrau, com valores de referência por idade
- Avaliação respiratória — espirometria, manovacuometria, S-Index e ultrassonografia cinesiológica, que mostra em tempo real a condição dos músculos e do pulmão
- Avaliação muscular periférica — dinamometria digital, medindo a força de qualquer músculo esquelético do corpo
Por que isso muda o tratamento
Com dados objetivos, o plano de tratamento deixa de ser genérico e passa a ser dirigido exatamente ao que está limitando sua função — seja um músculo respiratório enfraquecido, uma capacidade aeróbica reduzida ou um déficit de força específico. E, mais importante: os mesmos testes são refeitos ao longo do tratamento, então o progresso não é uma sensação — é um número que você pode comparar.
O critério de alta também é objetivo
Esse mesmo princípio orienta a alta: ela acontece quando os objetivos pessoais definidos por você e os critérios objetivos dos testes são atingidos ao mesmo tempo — nunca por tempo de tratamento ou pacote de sessões.